Venda de combustíveis deve permanecer estagnada no segundo semestre

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Venda de combustíveis deve permanecer estagnada no segundo semestre
Fonte da imagem: http://www.jornalcana.com.br/
A venda de combustíveis não deve crescer durante o segundo semestre, de acordo com entidades representativas do mercado de combustíveis. Na avaliação dessas instituições, o mercado deve ficar estagnado por causa de fatores macroeconômicos, que impediriam uma evolução maior das vendas no país.
Para o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, o rebaixamento do grau de investimento do Brasil pela Standard & Poor´s e o aumento do desemprego pode estagnar o consumo de combustíveis no país na segunda metade do ano.
Segundo Miranda, o primeiro semestre surpreendeu positivamente o setor ao apresentar crescimento de 0,64% na venda de combustíveis em comparação ao mesmo período de 2014. O crescimento de 45% registrados até agosto na venda de etanol compensou a queda no consumo de gasolina (7%) e diesel (3%) principalmente nos estados produtores do combustível como São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Como a maioria dos automóveis no Brasil comporta o uso de gasolina e etanol (os chamados veículos flex), a crise econômica não deve impactar a venda de combustíveis para veículos leves até o final do ano.
"A desaceleração econômica brasileira faz com que o consumidor procure combustíveis mais baratos. A partir do momento em que o preço do etanol está abaixo de 70% do preço da gasolina, você vende mais etanol", explicou Miranda.
Apesar de não fazer projeções, o diretor de mercado do Sindicom, César Guimarães, também acredita que o desempenho de vendas até o momento indica que os números devem permanecer próximos aos apresentados no primeiro semestre.
Guimarães ressalta que o diesel é o combustível que tem sido mais afetado pelo desempenho da economia no país. "Por ser usado na maioria dos transportes de bens, a maior queda na venda do combustível tem sido dentro dos postos", concluiu.
O governo federal avalia a possibilidade de elevação da alíquota da Cide, conhecido como "imposto do combustível", para aumentar a arrecadação e reduzir o déficit do Orçamento em 2016. A ideia em estudos é subir a taxa de R$ 0,10 por litro para até R$ 0,60 por litro.
Além disso, a crise econômica afetou a venda de veículos novos, causando altos estoques nas montadoras, que têm realizado demissões e reduções de carga horária, entre outras medidas.
15/09/15
Lara de Faria


Fonte: Energia Hoje - Texto extraído do Portal Fecombustíveis

 
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