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Representantes do setor sucroalcooleiro e prefeitos do Consórcio Público dos Municípios da Mata Sul Pernambucana (Comsul) estiveram reunidos, ontem, em Ribeirão, para discutir um problema em comum: a crise que o segmento vem amargando.
 
Gestores e trabalhadores estão preocupados com o crescimento do desemprego e o consequente desaquecimento da economia na região. Para ao menos amenizar a situação, os dois grupos apostam em uma carta que será entregue ao Governo de Pernambuco nos próximos dias. Nela estão as reivindicações de quem vive do plantio da cana.
 
O ponto mais importante seria a reativação das usinas Pumaty, em Palmares, e Cruangi, localizada em Timbaúba, na Mata Norte.
 
De acordo com o presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-açúçar de Pernambuco (Sindicape), Gerson Carneiro Leão, só com a reabertura da Usina Pumaty seria possível empregar mais de oito mil trabalhadores.
 
“A usina está em fase de recuperação e já foi arrendada.
 
Agora só precisamos que o Governo do Estado nos ajude a reativá-la financiando os insumos e a mão-de-obra”, afirmou.
 
“A safra começa em setembro, por isso precisamos que este assunto seja resolvido rápido”, acrescentou o sindicalista.
 
Os reflexos do fechamento das usinas podem ser mensurados pelas mais de 300 mil toneladas de cana que não forammoídas, mas também, é por segmentos como o comércio da Zona da Mata Sul.
 
“O desemprego tem trazido ainda muita violência para a região, então nós vemos que é um problema muito mais sério”, destacou Carneiro Leão.
 
O vice-presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Frederico Pessoa de Queiroz, ressaltou que tanto Cruangi quando Pumaty deverão ser administradas por cooperativas de fornecedores.
 
“É bom deixar claro que o nosso projeto não é para dar dinheiro a usineiro, como alguns pensam, estamos propondo a retomada de uma atividade que emprega milhares de pessoas”, explicou.
Ainda segundo ele, também há demandas com o Governo Federal.
 
“Mais uma vez a subvenção foi aprovada no Congresso Federal, agora só depende da presidente Dilma Rousseff. Estamos esperançosos pela sanção, mas só isso não resolve, precisamos das usinas para moer”, enfatizou o vice-presidente


Fonte: AFCP

 
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