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Quem abastece o carro com etanol em Araçatuba já percebeu que ele está mais barato em comparação com a última semana de março. O produto voltou a ser vendido abaixo da casa dos 2 reais, sendo oferecido em alguns postos a R$ 1,899.
E a redução chegou antes do que esperava o próprio sindicato dos donos de postos. De acordo com a entidade, a tendência é de que o preço tenha uma queda maior, embora não arrisque projeções de quanto e nem quando.
De acordo com pesquisa realizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) entre os dias 23 e 29 de março, em 25 estabelecimentos da cidade, o preço do etanol não era vendido a menos do que R$ 2,029. Opreço máximo encontrado na bomba era R$ 2,099.
Na pesquisa mais recente, concluída no sábado passado, o valor mínimo passou a ser R$ 1,989 e o valor máximo se manteve em R$ 2,099 como na pesquisa anterior.
Mas há empresas já vendendo o preço a R$ 1,899, segundo apurou ontem a reportagem do O LIBERAL. É o caso de um posto de "bandeira branca", situado na rua Luis Pereira Barreto, região central. Até o início da semana passada o produto era comercializado pela empresa acima de dois reais. De lá pra cá sofreu duas reduções até chegar à marca atual de R$ 1,899.
E o gerente Cristiano Rissão Sanches acredita que o preço deva cair ainda mais. "Acho que deve chegar na faixa de R$ 1,75 e R$ 1,799", lembrou.
O presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo), Miguel Rodrigues Araujo Filho, conta que a queda pode estar ligada ao início da moagem da cana pelas usinas a partir de primeiro de abril. A regra é simples: mais oferta do produto, preço menor. Mas segundo o presidente, o reflexo no preço da bomba surpreendeu pela rapidez.
"Não era pra ser tão rápido", contou. A explicação, segundo Araujo Filho, pode estar na facilidade que os postos bandeira branca têm em repassar imediatamente o preço mais baixo ao consumidor, ao contrário das empresas com bandeiras de grandes corporações.
Mas há também outra possibilidade a ser considerada, destaca o presidente. Segundo ele, para abaixar o preço, alguns postos podem ter decidido reduzir a margem de lucro para conseguir vender mais etanol. Isso obriga outras empresas a venderem mais barato, criando assim a chamada "guerra dos preços".
No entanto, o presidente não quis arriscar até que patamar o preço deve chegar, nem quando isso ocorrerá. "O mercado do etanol é muito difícil de prever algo, ele é muito dinâmico", justificou.
Márcio Zeni
Fonte: O Liberal Regional - Araçatuba/SP
 
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