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A prática de redesenhar veículos com uma plataforma menor e mais eficiente, conhecida como Downsizing, finalmente chega ao Brasil com os novos motores turbinados de modelos 1.0 da Volkswagen, Fiat e Ford. E o etanol, devido a sua elevada octanagem e alto calor latente de vaporização, seja puro ou em mistura na gasolina, é o combustível apropriado para esses motores.
A nova aposta da indústria automobilística, além de favorecer a economia no consumo de combustível, melhora o desempenho e tem o benefício da redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), cerca da metade do aplicado aos carros 1.6. Em compensação, a turbina e os demais itens do sistema podem tornar a produção mais cara, mas ainda assim, segundo as montadoras, vale a pena o investimento. Os motores turbinados diminuem a emissão de gás carbônico (CO2) e outros poluentes, e facilitam o atendimento das metas de eficiência energética estabelecida pelo Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto), que os fabricantes de automóveis devem acatar a partir de 2017.
A Volkswagen (VW), por exemplo, incrementará até o segundo semestre de 2015, o novo motor EA 211 de três cilindros, já utilizado nos modelos Fox Bluemotion e no UP!. A versão turbinada poderá passar de 120 cavalos, quase a potência do EA 211 usado nos veículos 1.6.
O modelo turbo da Fiat, que assim como o da VW terá bloco e cabeçote de alumínio, será a opção da montadora para cumprir as diretrizes do Inovar-Auto. Uno, Palio e o Punto podem receber versões 1.0 turbinadas. Os lançamentos dos modelos devem acontecer no início de 2016.
A Ford, que já dispõe a versão turbo 1.0 EcoBoost com até 130 cavalos para o mercado europeu e chinês, disponibilizará até o final de 2015 modelos parecidos ao consumidor brasileiro. A expectativa é que veículos como o New Fiesta e o EcoSport ganhem incremento no motor.
Para o consultor em Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, as características dos 1.0 turbinados, atreladas ao uso do biocombustível de cana possibilitam uma maior eficiência termodinâmica e emissões reduzidas.
“Considerando que, em comparação com a gasolina, o uso do etanol possibilita uma redução na emissão de CO2 em cerca de 90% no ciclo de vida do combustível, e que gera menor quantidade de partículas ultrafinas e substâncias com menor toxidez e reatividade fotoquímica, a utilização dos novos motores em veículos flex será um marco na engenharia automotiva nacional,” explicou Szwarc.
 
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