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Depois do aumento na semana passada de 5,8% nos preços da gasolina e do diesel, os motoristas de Ribeirão Preto (SP) foram surpreendidos nesta segunda-feira (5) com o reajuste no valor do álcool combustível. Nas bombas, o etanol está 9% mais caro e já é encontrado a R$ 2,39. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), esta é a terceira alta no preço do álcool combustível no ano, que bateu recorde em fevereiro e sofreu novo reajuste em menos de 20 dias.
O etanol subiu R$ 0,20 e o aumento foi repassado diretamente ao consumidor, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Sincopetro). Segundo o presidente da associação, Osvaldo Manaia, a alta é motivada pelo final da safra de cana-de-açúcar.
"Estamos no final da safra e os custos de produção devem ter aumentado, por isso eles estão repassando para as distribuidoras", explicou. "As distribuidoras estão repassando para os postos. É um aumento substancial, então temos que repassar nas bombas".
Para o consumidor, o novo aumento no preço do combustível é preocupante. "O negócio está feio, a cada dia está pior. É gasolina, é álcool e a gente ganha cada vez menos", disse o professor Benjamin Rigobelo.
A também professora Luciana Gomes afirmou ter sido pega de surpresa quando parou o carro para abastecer na manhã desta segunda.
"Eu não esperava, eu moro do outro lado da cidade e para ir trabalhar está cada vez mais difícil, praticamente pagando para trabalhar", disse. "E o orçamento fica cada vez menor".

Reajustes
O último aumento no preço do etanol em Ribeirão Preto foi registrado há 20 dias, quando o preço do combustível subiu de R$ 1,97 para R$ 2,19.
Em fevereiro, o preço do álcool combustível bateu recorde na cidade, quando chegou a R$ 2,27 e atingiu R$ 2,39 em alguns postos. O valor foi o mais alto dos últimos 11 anos. O preço era o maior da região - uma das principais produtoras de álcool combustível do país.
Em julho, o preço caiu e o etanol era encontrado a R$ 1,59 nas bombas, após uma "promoção" dos postos de combustíveis. A baixa procura pelos combustíveis e o início da safra provocaram a queda.

Fonte: Portal G1
 
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