Diferença chega às bombas

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Diferença chega às bombas
Fonte da imagem: igepri.org
Nessa semana uma nova acomodação de preços, para baixo, do litro do etanol hidratado trouxe o combustível novamente para o menor preço de bomba do ano, R$ 1,79. Nessa nova onda baixista, motivada pelo avanço da moagem da cana-de-açúcar e o consequente aumento da oferta, o varejo já exibe valores diferenciados para compra do combustível, preços esses que podem garantir uma economia de cerca de R$ 0,20 por litro, ou de R$ 10 por `tanqueada´.
Conforme levantamento do Diário, os preços na bomba nesse mês, tornaram-se mais distantes. Passando pelos postos de áreas mais centrais ou nos bairros - sejam eles bandeirados (pertencentes a uma única rede), ou bandeira branca (que podem comprar de qualquer distribuidora) - há ainda àqueles que comercializam o litro do hidratado a R$ 1,99, como também revendas que reduziram o valor para R$ 1,89, R$ 1,87 e R$ 1,79, esse último o mais baixo encontrado em Cuiabá e Várzea Grande.
Para o frentista de um posto bandeira branca no Cristo Rei, João Paulo Araújo, a queda dos preços se tornou mais visível nesse mês. "Baixamos de R$ 1,99 para R$ 1,89 e depois para R$ 1,80. Mas o concorrente baixou para R$ 1,79 e nós seguimos ele", explica. Araújo reforça que as baixas vindas das distribuidoras são repassadas no mesmo dia ao consumidor. Enquanto o Diário conversava com o frentista, o estudante Paulo Ricardo Mota parou para abastecer, optou pelo etanol, mas não havia prestado atenção no preço. Indagado sobre a baixa na bomba, ele disse que a redução é de poucos centavos e que por isso nem tinha reparado nela. "Seria de fato impactante no bolso e para própria viabilidade do etanol, se o valor aqui da bomba estive na casa dos R$ 1,20. Pra mim, diferença de R$ 0,10 entre uma semana e outra não faz diferença nem na hora de pagar e nem no adicional que entra no tanque".
Mas a economia entre postos pode ser um pouco maior do que Mota acredita. Considerando um tanque médio de 50 litros, o consumidor pagaria R$ 99,5 para encher o tanque a R$ 1,99. Já com o litro a R$ 1,79 a `tanqueada´ custaria R$ 89,5, ou seja, R$ 10 de diferença em favor do consumidor. Em outra conta, quem abastecer R$ 50, coloca 25,15 litros, pagando R$ 1,99. Em postos com o etanol a R$ 1,79, os mesmo R$ 50 rendem 27,93 litros, ou seja, um ganho de mais de dois litros.
Questionados sobre os patamares de preços na bomba, o frentista não sabe apontar qual seria o piso, ou seja, o menor valor do ano. Já o estudante enxerga de outra maneira, "quanto menor, melhor, mais para isso é preciso que a gasolina se estabilize e não acompanhe essas singelas reduções do etanol".
Conforme avaliação do segmento produtor, dificilmente os preços da chamada temporada de `farra do etanol´, até 2009, quando os preços chegaram até: R$ 0,99, se repetirão. Em julho de 2009, por exemplo, o litro estava valendo R$ 1,03 nas bombas e é esse valor que segue permeando a expectativa do consumidor. O valor recorde é R$ 2,45, março de 2006.
COMPORTAMENTO - Desde o início da safra da cana-de-açúcar no Estado, ainda em meados de março, o mercado vinha aguardando as baixas em razão do aumento da oferta. Considerando o valor médio de R$ 2,29, quando a moagem teve início, até agora, o valor na revenda reduziu pouco mais de 21%, em quatro meses e cerca de 5% na variação semanal.
Conforme levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana terminada no dia 26 de julho, o preço médio do etanol no Estado fechou em R$ 2,01. Na comparação com as últimas quatro semanas, o valor médio de bomba passou de R$ 2,14 para R$ 2,01, queda de 6,07%.
Entre as oito cidades pesquisadas pela Agência - Sinop, Sorriso, Cáceres, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger e Alta Floresta - o menor valor de bomba foi encontrado em Várzea Grande, R$ 1,92, e o maior, em Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), R$ 2,36.
No ranking nacional da ANP, onde se apontam os preços mais baixos da semana, o estado de São Paulo apresentava o menor valor médio de bomba, R$ 1,87, seguido do Paraná (R$ 1,98), Mato Grosso (R$ 2,01) - que deixou o quarto e assumiu a terceira posição - e Goiás (R$ 2,12).
Marianna Peres
Fonte: Diário de Cuiabá
 
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