Ceres inicia avaliações de campo de seus traits biotecnológicos para cana-de-açúcar

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Ceres inicia avaliações de campo de seus traits biotecnológicos para cana-de-açúcar
A Ceres, Inc. (Nasdaq: CERE), empresa de biotecnologia e de sementes agrícolas, vai avaliar alguns dos seus traits de biotecnologia para cana-de-açúcar na América do Sul. O plantio foi recentemente concluído e avaliações preliminares de desempenho serão realizadas no final do ano.
 
A Ceres espera obter os resultados sobre a produtividade de açúcar na segunda metade de 2015, quando o primeiro ciclo de crescimento será finalizado. A cana-de-açúcar oferece uma oportunidade adicional de licenciamento para traits que a empresa vem desenvolvendo para uso próprio em sorgo e outras culturas energéticas.
 
As avaliações de campo em escala piloto incluem alguns dos principais traits desenvolvidos pela Ceres para incremento de teor de açúcar e tolerância à seca. De acordo com a empresa, essas avaliações iniciais de campo com cana-de-açúcar são projetadas para medir o desempenho dos traits nas principais variedades comerciais, com o objetivo de avançar as melhores plantas para avaliações mais amplas. As avaliações serão administradas por um desenvolvedor de variedades de cana sul americano.
 
Roger Pennell, PhD, vice-presidente de desenvolvimento de traits da Ceres, atesta que os traits de biotecnologia da empresa poderão trazer benefícios significativos para a produção de cana. O rendimento maior do açúcar e a maior tolerância à seca e a outras condições de estresse poderiam não só aumentar a produtividade do canavial, mas também reduzir os custos de produção.
 
"Se nossos resultados em estufas forem confirmados no campo, plantas com traits desenvolvidos pela Ceres poderiam permitir que os produtores tivessem um salto além em relação aos ganhos incrementais que foram obtidos até hoje com o melhoramento convencional das plantas", disse Pennell. "O melhoramento de plantas é particularmente incômodo na cana. As plantas têm ciclos longos de crescimento, e os processos de melhoramento comum são de difícil implementação, devido às limitações de como e quando a cana produz pólen e flores."
 
Walter Nelson, vice-presidente de desenvolvimento de produtos da Ceres, afirma que a empresa pretende trabalhar com usinas e fornecedores da América do Sul e em outras áreas de produção de cana, assim que tiver os dados de campo necessários para determinar com precisão o valor comercial destes traits na cultura. Os cronogramas de comercialização dependerão primeiramente dos resultados dos testes e do processo de regulamentação em vários mercados.
 
"A intenção é que as nossas avaliações de campo sejam um campo de prova para o lançamento mais amplo desses traits em variedades de cana desenvolvidas para múltiplos locais", disse Nelson.
 
A Ceres já havia licenciado sua tecnologia genética e genes para outras empresas de sementes para uso em arroz, milho, soja e beterraba, entre outras culturas. A Ceres está focada em genes que mostraram grandes e claros aumentos de performance e cujos benefícios são mantidos em múltiplas espécies. As avaliações em campo da empresa de seus traits biotecnológicos em várias culturas confirmaram em grande parte os resultados anteriores obtidos em estufa e laboratório.
 
De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura da ONU, 62 milhões de acres (25 milhões de hectares) de cana-de-açúcar foram colhidos em todo o mundo em 2012, incluindo 27 milhões de acres (11 milhões de hectares) na América do Sul.


Fonte: Comunicação Ceres

 
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