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 O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), um dos maiores centros mundiais de pesquisa de cana-de-açúcar, prepara uma ampla reestruturação estatutária para concluir a entrada da BNDES Participações (BNDESPar) como sócia, em acordo anunciado em março. No próximo dia 10 de julho, acionistas do CTC se reúnem em assembleia geral extraordinária na qual, além da reorganização, será avaliado o aumento do capital social da companhia em R$ 165 milhões.
 
O aporte ocorrerá mediante a emissão de 83.741 novas ações ordinárias, ao preço de emissão de R$ 1.970,39 por ação. A oferta dessa emissão será privada e deve ser adquirida integralmente pela BNDESPar, apesar de outros acionistas do CTC terem direito de preferência para a aquisição das novas ações. Existe ainda ‘a possibilidade de subscrição e homologação parcial do aumento mediante o cancelamento das ações não subscritas’, informou a companhia no edital de convocação da assembleia.
 
A operação de entrada da BNDESPar no CTC deve movimentar até R$ 300 milhões em aportes do fundo de participação ligado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Conforme exigência da BNDESPar, o CTC adotará novos padrões de governança corporativa. Um dos itens da pauta, por exemplo, será ‘ajustar e adaptar o estatuto social ao regulamento do Bovespa Mais, segmento de negociação da Bolsa de Valores BM&FBovespa’.
 
Mudanças no estatuto regularão a utilização, por acionistas, de tecnologias e demais direitos de propriedade industrial da companhia, bem como desobrigarão a exigência de laudo de avaliação para determinação do preço de emissão de novas ações. Estão previstas, ainda, alterações nos quóruns deliberativos, na composição do conselho de administração do CTC, as exclusões dos comitês financeiro, técnico e estratégico e a criação do comitê de partes relacionadas e a auditoria.
 
Os aportes de até R$ 300 milhões do acordo entre a BNDESPar e o CTC ‘comporão o funding para o desenvolvimento de novos projetos do plano de negócios do CTC’, como informado à época. O CTC trabalha com 24 polos de melhoramento genético em praticamente todos os Estados do Centro-Sul, principal região produtora do País, com o intuito de abranger a totalidade dos ambientes onde se cultiva cana.
 
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