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Não fossem os obstáculos impostos pela Anfavea, a União já teria aprovado o aumento da proporção do etanol anidro à gasolina de 25% para 27,5%. O estudo vem sendo feito há, pelo menos um ano, mas a agência tem criado barreiras técnicas, alegando que está avaliando o impacto para os veículos importados. Mas, sinceramente, a frota nacional é que precisa ser priorizada e o setor sucroenergético clama por uma intervenção dessa natureza há algum tempo, já que as “ajudas” do Governo são muito sutis.
 
O Inmetro e o Centro de Pesquisa da Petrobras estudam a viabilidade de ampliar a mistura e o resultado sai em dez semanas. Segundo presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, a medida aumentaria em 10% o mercado de anidro, o equivalente à produção do Nordeste.
Este ano, a produção de etanol no Brasil deve atingir 27 bilhões de litros, sendo 12,8 bilhões de anidro e 14,2 bilhões de hidratado. O Centro-Sul se beneficiaria primeiro, já que está em plena moagem. O Nordeste também se beneficia, principalmente a partir de agosto, quando começa a moagem.
 
“Mesmo estando na entressafra, somos favoráveis à medida. Teremos mais produto limpo misturado à gasolina, a Petrobras importaria menos e os preços dariam uma freada”, lembra Renato Cunha.


Fonte: AFCP

 
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